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São Cada Vez Mais Jovens Os Beneficiários Do Subsídio Social
Os municípios constatam um número crescente de jovens que não conseguem encontrar emprego com facilidade.
O número de jovens que recebem assistência social continua a crescer. O desemprego juvenil aumenta mais rapidamente do que o desemprego entre os mais velhos, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística dos Países Baixos (CBS).
O número de pessoas que recebem assistência social (bijstanduitkering) aumentou 1,1% no último trimestre de 2025 em comparação com o ano anterior. Esse aumento teve início em 2023. Os jovens com menos de 27 anos, em particular, estão a receber assistência social com mais frequência, com um crescimento de 3,7%.
A assistência social é o último recurso para pessoas que não ganham o suficiente para sobreviver. Aproximadamente metade das pessoas que recebem assistência social não podem trabalhar devido a uma doença ou deficiência. Os jovens geralmente não têm histórico de emprego, o que significa que não recebem benefícios do WIA (Subsídio de Incapacidade para a Força de Trabalho) como as pessoas mais velhas.
Os municípios recebem cada vez mais solicitações de jovens com diversas deficiências e necessidades. Segundo um porta-voz da Divosa, associação de diretores do setor de serviços sociais municipais, isso deve-se em parte ao encerramento em 2015 de vários locais de trabalho protegidos destinados a estes casos. Entre os solicitantes encontram-se também refugiados com autorização de residência, que geralmente não encontram emprego imediatamente.
Os municípios não conseguem ajudar todos a encontrar trabalho a curto prazo. "Fazemos o melhor com o que temos, mas não temos recursos suficientes para apoiar todos os beneficiários de assistência social na entrada no mercado de trabalho", afirma o porta-voz. Os municípios precisam de escolher quem vai receber o apoio intensivo e quem receberá um apoio mais moderado.
Analisando o mercado de trabalho de uma perspectiva mais ampla, a proporção de pessoas com emprego remunerado ainda é "enormemente alta", afirma Peter Hein van Mulligen, economista-chefe do Instituto Nacional de Estatística. "A probabilidade de encontrar um emprego tem sido excepcionalmente alta há vários anos." Isso também diz algo sobre o grupo que está no momento a encontrar dificuldades. "Uma grande percentagem dessas pessoas não pode trabalhar devido a deficiência ou doença."
E se é assim para estas pessoas quando as vagas de trabalho estão em alta, imagine se chegar uma crise e dificultar ainda mais a entrada para um emprego.
Imagem por Pixabay





