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O Segundo Dia Do Fórum Portugal Nação Global

O Segundo Dia Do Fórum Portugal Nação Global

30-04-2026

Das muitas sessões deste segundo dia do Fórum Portugal Nação Global (PNG) que está a decorrer no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, destacamos a sessão destinada à apresentação das ferramentas existentes de apoio ao investimento.

Claramente a faltarem organismos como o AICEP ou o IAPMEI no quadro de oradores, esta sessão contou com as intervenções de Alexandra Vilela, Presidente do Compete 2030; Carla Grijó, Enviada Especial Global Gateway; Luís Guimarães, Chief Commercial and International Officer do Banco Português de Fomento; e Pedro Oliveira, Vice-Presidente do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua.

Feitas as devidas apresentações de cada organização, conheceram-se as ferramentas que cada uma oferece a cada setor económico. O Instituto Camões, por exemplo, não só apoia o ensino do português no estrangeiro, mas também o faz à indústria criativa, apresentando ferramentas de apoio destinadas especificamente aos criadores culturais em português.

Nas palavras do seu Vice - Presidente, “não só investimos, como planeamos, organizamos e executamos projetos que abrem portas a outros mercados menos usuais”, dando como exemplo os da Ásia e Caraíbas.

Por outro lado, o Banco Português de Fomento (BPF) entra neste Fórum PNG com toda a sua bagagem de apoio. “Eu também sou Diáspora e por isso a levamos muito a sério”, começou Luís Guimarães a sua intervenção.

Explicando o trabalho e oportunidades que existem no BPF, rematou garantindo estar presente para “apoiar a economia dos portugueses”. 
Luís Guimarães do Banco Português de Fomento

Numa espécie de lamento pela não presença de outras duas entidades e referindo-se especificamente ao potencial investimento das empresas da Diáspora em Portugal, foi afirmado a importância do AICEP como porta de entrada e de apoio.

Os Mesmos Entraves

Quase como uma continuação da sessão anterior em que se debateu a burocracia ao investimento, os quatro intervenientes desta sessão assinalaram quais os principais entraves ao investimento de e para o estrangeiro.

Quase todos unanimemente assinalam a burocracia, não só nacional, como a europeia, especificando principalmente o licenciamento ambiental e municipal, que segundo Alexandra Vilela é “um absurdo num país com falta de atividade económica.”

O Instituto Camões destaca a complexidade da fiscalidade internacional e o BPF preza a “tolerância crónica que o português tem para a burocracia”, referindo os tempos infinitos necessários para obter uma resposta e muitas vezes é negativa.

Também Carla Grijó assinala os mesmos problemas, acrescentando as recentes instabilidades políticas a nível global, dando também atenção aos tempos necessários para que as decisões sejam tomadas. “O setor privado precisa de uma resposta para ontem. O público tem sempre decisões a médio e longo prazo."

A Enviada Especial da Gateway não quer deixar a sessão num tom negativo e aconselha as empresas que têm interesse em investir a amadurecer os seus projetos antes de os apresentar aos apoios ao investimento.

Tal como refere Luís Guimarães do BPF em apoio à sugestão, “o maior erro das empresas é começar um projeto de investimento em Portugal a pedir dinheiro ao Estado.”

Imagens Portugueses na Holanda

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