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Das muitas sessões deste segundo dia do Fórum Portugal Nação Global (PNG) que está a decorrer no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, destacamos a sessão destinada à apresentação das ferramentas existentes de apoio ao investimento.
Claramente a faltarem organismos como o AICEP ou o IAPMEI no quadro de oradores, esta sessão contou com as intervenções de Alexandra Vilela, Presidente do Compete 2030; Carla Grijó, Enviada Especial Global Gateway; Luís Guimarães, Chief Commercial and International Officer do Banco Português de Fomento; e Pedro Oliveira, Vice-Presidente do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua.
Feitas as devidas apresentações de cada organização, conheceram-se as ferramentas que cada uma oferece a cada setor económico. O Instituto Camões, por exemplo, não só apoia o ensino do português no estrangeiro, mas também o faz à indústria criativa, apresentando ferramentas de apoio destinadas especificamente aos criadores culturais em português.
Nas palavras do seu Vice - Presidente, “não só investimos, como planeamos, organizamos e executamos projetos que abrem portas a outros mercados menos usuais”, dando como exemplo os da Ásia e Caraíbas.
Por outro lado, o Banco Português de Fomento (BPF) entra neste Fórum PNG com toda a sua bagagem de apoio. “Eu também sou Diáspora e por isso a levamos muito a sério”, começou Luís Guimarães a sua intervenção.

Numa espécie de lamento pela não presença de outras duas entidades e referindo-se especificamente ao potencial investimento das empresas da Diáspora em Portugal, foi afirmado a importância do AICEP como porta de entrada e de apoio.
Os Mesmos Entraves
Quase como uma continuação da sessão anterior em que se debateu a burocracia ao investimento, os quatro intervenientes desta sessão assinalaram quais os principais entraves ao investimento de e para o estrangeiro.
O Instituto Camões destaca a complexidade da fiscalidade internacional e o BPF preza a “tolerância crónica que o português tem para a burocracia”, referindo os tempos infinitos necessários para obter uma resposta e muitas vezes é negativa.
Também Carla Grijó assinala os mesmos problemas, acrescentando as recentes instabilidades políticas a nível global, dando também atenção aos tempos necessários para que as decisões sejam tomadas. “O setor privado precisa de uma resposta para ontem. O público tem sempre decisões a médio e longo prazo."
A Enviada Especial da Gateway não quer deixar a sessão num tom negativo e aconselha as empresas que têm interesse em investir a amadurecer os seus projetos antes de os apresentar aos apoios ao investimento.
Tal como refere Luís Guimarães do BPF em apoio à sugestão, “o maior erro das empresas é começar um projeto de investimento em Portugal a pedir dinheiro ao Estado.”
Imagens Portugueses na Holanda





