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O dia 27 de junho ficará para sempre na história da comunidade portuguesa nos Países Baixos, especialmente a da região de Tilburg.
Foi oficializada neste dia a Associação Portugueses Tilburg (APT) num evento já tradicional, o Dia dos Portugueses, que reúne a crescente comunidade portuguesa na área de Tilburg, Noord Brabant e vário comércio português local que promove e vende produtos tradicionais, artesanais e variada degustação culinária e de doçaria.
Num dia quente, ainda houve espaço para churrasco acompanhado pela saborosa e fresca cerveja e vinhos portugueses e muita música portuguesa, fosse para bailar ou apreciar o Fado ao vivo pelas vozes jovens da região.
Ricardo Cardoso está à frente desta associação e revela-nos a sua ambição de “deixar bases sólidas para a continuação da coletividade no futuro”. Com planos a médio prazo de regresso a Portugal após mais de 40 anos no país, Ricardo quer deixar trabalho feito e acordos de cooperação assinados com governos locais, Embaixada de Portugal, Câmara de Comércio e Indústria Países Baixos-Portugal, Fundação Luso-Holandesa, Portugueses na Holanda e outras coletividades associativas no país.
“A região de Tilburg tem cerca de 5.000 portugueses a viverem e a trabalharem, muitos sem o apoio e conhecimentos para se precaver de atitudes abusivas por parte de certas empresas”, diz Ricardo Cardoso ao explicar o seu projeto a curto prazo na Associação numa comunidade com tendências de crescimento.

“O mais importante para já é criar, dentro da associação, uma subdivisão que ajude e proteja os portugueses que chegam à região, fornecendo informação laboral sobre os seus direitos e deveres”. Ricardo Cardoso foi colaborador da central sindical FNV e conhece a lei laboral como ninguém. “Quero que os portugueses tenham a proteção jurídica necessária que impeça que sejam prejudicados por empresas de trabalho temporário”, enfatiza.
A criação de uma turma de português também está nos planos da APT. “Já temos o espaço. Estamos num edifício cedido pela Gemeente de Tilburg onde já funciona uma escola neerlandesa.” O presidente da APT fica triste que existam crianças na comunidade, com pais portugueses e que falam pouco ou nenhum português. “Contra mim falo que tenho um filho que não fala a nossa língua”.
Para além disso, a APT tem agora oportunidade entre os seus sócios de reunir as condições necessárias para a realização de mais eventos. “Lá para outubro ou novembro teremos novidades”, revela Ricardo.
A Direção dos Portugueses na Holanda dá os parabéns a este grupo de portugueses pela criação de uma associação numa região com um grande crescimento na comunidade, estando pronta para colaborar na organização, oferta e promoção de eventos da APT.
Imagens de APT





