Notícias
Segundo Aerdts, é necessária uma abordagem coordenada a nível europeu para evitar um sistema fragmentado, no qual diferentes países aplicam limites de idade e regulamentações distintas.
Em discurso no parlamento, a Secretária de Estado Willemijn Aerdts argumentou que qualquer exigência de idade mínima para o uso de redes sociais deveria ser implementada em toda a União Europeia e não por iniciativa de cada Estado-membro de forma individual.
"Cada vez mais países analisam essa possibilidade", disse a Secretária de Estado do D66. "Quando assumi o cargo, há três meses, nove países consideravam a medida; agora, esse número chega a 14." Segundo Aerdts, a implementação da medida a nível europeu garantiria que as mesmas regras se aplicassem em todos os países, dificultando o engano do sistema.
Qualquer exigência de idade mínima deve ser implementada de forma a respeitar a privacidade, disse Aerdts. "O meu pior cenário é crianças em frente à webcam com o passaporte na mão."
O acordo de coligação entre D66, VVD e CDA inclui uma proposta para estabelecer uma idade mínima de 15 anos para o uso de redes sociais. A maioria no parlamento já tinha apoiado a introdução de tal limite de idade.
No início deste ano, o Instituto Trimbos argumentou que a introdução de uma idade mínima não torna necessariamente as crianças mais seguras online. Segundo o instituto, a responsabilidade pela segurança deve recair sobre as plataformas digitais e não sobre os jovens. A pesquisadora Nastasia Griffioen acrescentou que as crianças tendem a contornar as restrições de qualquer forma e alertou que as proibições podem dificultar a busca por ajuda quando enfrentam problemas online.
Imagem pxhere CC0





