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A Secretária de Estado Willemijn Aerdts, responsável pela Economia Digital e Soberania do D66, alerta que a dependência de aplicações estrangeiras de mensagens, como o WhatsApp e o Signal, representa um risco para o governo.
O seu ministério lançou um projeto piloto com uma alternativa europeia como primeiro passo, com o objetivo a longo prazo de adotar uma plataforma de mensagens totalmente controlada pelo governo neerlandês.
Durante a fase piloto, a secretária de Estado e um grupo de funcionários escolhidos para o efeito, usarão a plataforma de mensagens alternativa para se comunicar. O seu porta-voz recusou divulgar qual a aplicação europeia que está envolvida, observando que o projeto ainda está em fase inicial.
Notícias desta semana revelaram que os funcionários públicos belgas serão proibidos de usar o WhatsApp e o Messenger a partir da próxima semana. O jornal De Standaard informa que a expectativa é de que eles passem a usar a aplicação Beam, desenvolvido pelo governo, que já foi adotado na semana passada pelas forças armadas e agências de inteligência do país.
Embora o porta-voz permaneça em silêncio, fontes do setor de TIC sugeriram no passado que o protocolo Matrix, usado na aplicação Element, está a ser usado. Esse padrão aberto também é adotado pelos governos alemão e francês, onde opera sob o nome Tchap.
Um dos principais motivos para o desenvolvimento de um sistema interno é o arquivamento. Recuperar mensagens do WhatsApp de acordo com a Lei de Governo Aberto (Woo) tem-se mostrado um desafio, tendo inclusive gerado controvérsias políticas, como no caso dos "telemóveis Nokia" de Mark Rutte. Uma aplicação governamental dedicada poderia armazenar automaticamente metadados e conversas relevantes para fins de arquivamento.
Em 2023, o Defensor Público já tinha alertado que o WhatsApp não era adequado para a tomada de decisões oficiais do governo, citando preocupações com a privacidade no âmbito do RGPD (Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados) e o potencial de as autoridades americanas acederem a dados de empresas americanas através da Lei da Nuvem (Cloud Act).





