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O governo quer conter os preços exorbitantes dos serviços veterinários, proibindo incentivos financeiros excessivos. Mas ainda não será desta que haverá preços máximos definidos.
Nos últimos anos, os custos com o tratamento de animais de estimação aumentaram drasticamente. Uma pesquisa da Autoriteit Consument & Markt (Autoridade para Consumidores e Mercados - ACM), divulgada no final do ano passado, mostrou que os donos pagam cada vez mais pela saúde do seu animal de estimação. Eles precisam de desembolsar uma quantia considerável, principalmente para consultas de emergência.
O aumento dos custos resulta da comercialização das práticas. Por exemplo, a participação das redes de lojas aumentou significativamente. Essas redes são frequentemente propriedade de investidores privados que procuram o lucro.
Segundo a ACM, existem redes que "se concentram mais do que outros prestadores de serviços de saúde em fatores para levar ao crescimento da faturação". Isso é feito, por exemplo, incentivando as pessoas a levarem os seus animais para serem tratados com mais frequência.
O Secretário de Estado das Pescas, Agricultura, Segurança Alimentar e Natureza, Silvio Erkens, responsável também pela saúde animal, quer combater isso, conforme escreveu à Câmara dos Deputados na quarta-feira. Uma nova lei visa garantir que os donos de animais de estimação não sejam sobrecarregados com custos. Ainda não está claro exatamente como a proibição de incentivos financeiros será implementada.
Taxas Máximas
A Câmara dos Deputados tem vindo a exigir há já algum tempo uma ação do Governo. Uma ampla maioria é a favor de tarifas máximas, especialmente para consultas de emergência. No início deste ano, 143 dos 150 representantes eleitos solicitaram ao governo que analisasse essa possibilidade.
Erkens partilha das preocupações da Câmara, mas não pretende estabelecer um teto de preços. A ACM continuará a seguir o mercado e apresentará outra avaliação daqui a cinco anos. Se, nessa altura, se verificar que o mercado ainda não corrigiu os preços por si só, o Conselho de Ministros poderá ainda considerar a regulação dos preços forçada.
Imagem de Joanna Reichert por Pixabay





