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Decorre a segunda parte do primeiro dia do Fórum Portugal Nação Global no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
Após dezenas de intervenções de vários portugueses nas mais variadas áreas, o Secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, deu uma conferência de imprensa aos vários órgãos de comunicação social da diáspora.
Para além das perguntas típicas sobre o evento que decorre, alguns órgãos de comunicação tocaram nos pontos que preocupam mais as comunidades portuguesas no estrangeiro.
Respondendo a uma pergunta sobre o ensino do português no estrangeiro, Emídio Sousa responde que o Governo “trabalha ativamente para manter o ensino do português atrativo”. Isto após algumas queixas de salários pouco atrativos pagos aos professores de português no estrangeiro, que não conseguem corresponder ao aumento do custo de vida também nesses países.
Após perguntas sobre os apoios disponíveis aos órgãos de comunicação social da diáspora, o Secretário de Estado afirma que já existem apoios, mas que confessa a noção de serem insuficientes por o “avanço digital tirar razão à existência da imprensa em papel”.
Revelando que em casa é “o único que ainda gosta de ler as notícias em papel”, mas que “os mecanismos de ajuda existentes aos órgãos de comunicação social portugueses no estrangeiro são uma questão muito complexa”.
Em resposta a uma pergunta semelhante, o Secretário de Estado acaba por dizer que “o papel da comunicação social portuguesa na diáspora é fundamental para mostrar a essas comunidades o importante marco que se está a alcançar com o Fórum PNG”, inclusive no potencial angariamento de outras empresas e entidades à participação futura.
O Movimento Associativo
Os Portugueses na Holanda colocaram a questão, até em forma de sugestão, de em eventos futuros deste Fórum PNG, se dar a possibilidade de abertura à participação do movimento associativo.
Referido várias vezes ao longo das várias intervenções, a cultura nas comunidades portuguesas no estrangeiro tem de ser cada vez mais vista como um negócio.
Para além de uma vontade de visitar os Países Baixos e a comunidade portuguesa que mais tem vindo a crescer no mundo, o Secretário de Estado está aberto a essa possibilidade de alargar a uma participação do movimento associativo na diáspora no futuro. Afinal de contas, as associações portuguesas no estrangeiro são a melhor porta de entrada da Cultura de Portugal no resto do Mundo.
Imagem de Portugueses na Holanda





