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Uma comissária de bordo da KLM, natural de Haarlem, foi hospitalizada devido a uma possível infecção por hantavírus. Ela esteve em contacto com a mulher neerlandesa de 69 anos que faleceu em Joanesburgo, África do Sul, por infeção do vírus.
A comissária está em isolamento no Amsterdam UMC, apresentando sintomas leves. Ela está a realizar testes para o hantavírus, conforme confirmado pelo Ministério da Saúde Pública à RTL Nieuws.
O óbito ocorreu num hospital em Joanesburgo, no dia 26 de abril, após infeção por hantavírus. Um dia antes, ela tinha estado a bordo de um avião da KLM no Aeroporto Internacional Oliver Tambo por um curto período, antes de a equipa da KLM pedir que ela desembarcasse por se estar a sentir mal.
Após a mulher ser retirada da aeronave, o voo partiu de Joanesburgo para Amsterdam às 23h15 do dia 25 de abril. A comissária de bordo, agora hospitalizada em Amsterdam, trabalhava nesse voo. Ela está a realizar testes para o vírus.
O serviço de saúde neerlandês GGD estave em contato com todos os passageiros do voo, alertando-os para que ficassem atentos a quaisquer sintomas. O serviço de saúde ainda não emitiu nenhuma recomendação concreta sobre o que os passageiros devem fazer caso comecem a apresentar sintomas.
O surto de hantavírus começou no navio de cruzeiro Hondius, com bandeira neerlandesa. Três passageiros morreram, incluindo a mulher neerlandesa e o seu marido. O neerlandês faleceu de uma aparente doença respiratória a bordo do navio de cruzeiro a 11 de abril.
A companhia de navegação soou o alarme na semana passada quando outro passageiro doente, um cidadão britânico que estava nos cuidados intensivos num hospital em Joanesburgo, testou positivo para o hantavírus. A mulher neerlandesa, que já tinha falecido, também foi testada para o vírus e o resultado foi positivo.
Ambos testaram positivo para a perigosa variante andina do vírus, uma variante rara que pode ser transmitida de pessoa para pessoa. A maioria das variantes do hantavírus transmite-se por meio de fezes e urina de roedores. Segundo a OMS, já existem sete casos contabilizados de hantavírus no Hondius, incluindo as três pessoas que morreram.
As autoridades de saúde estão a trabalhar para retirar os passageiros restantes do navio de cruzeiro. Três pessoas foram evacuadas do navio na quarta-feira, duas delas através do Aeroporto de Schiphol por volta das 20h de quarta-feira e a terceira na manhã de quinta-feira.
Os dois que desembarcaram na quarta-feira foram transportados para hospitais em Leiden e Düsseldorf, na Alemanha. Acredita-se que a paciente na Alemanha seja uma mulher alemã de 65 anos, parente próxima de um dos três passageiros do navio de cruzeiro que morreram. Os serviços de emergência alemães informaram que ela está em condição estável e não apresenta sintomas do hantavírus.
O paciente levado para o Centro Médico da Universidade de Leiden é Martin Anstee, um britânico de 56 anos, membro da tripulação do Hondius. Ele disse à Sky News que se sentia bem, mas que ainda estava a realizar testes para o vírus. Ele está em isolamento no hospital de Leiden.
O passageiro a bordo do voo que pousou na manhã de quinta-feira é provavelmente um neerlandês de 41 anos, informou a NOS. As autoridades de saúde não divulgaram onde ele será tratado.
Além desses três pacientes, a pessoa que testou positivo para o hantavírus em primeiro lugar ainda está em terapia intensiva na África do Sul e um cidadão suíço com sintomas foi internado num hospital em Zurique na quarta-feira. A sua companheira está em auto isolamento por precaução.
Cerca de 150 pessoas ainda estão a bordo do Hondius, incluindo 10 neerlandeses. O navio partiu da costa de Cabo Verde na passada noite e está a caminho da ilha de Tenerife, no arquipélago das Canárias. A previsão é de que chegue no sábado, após o que os passageiros restantes que não apresentarem sintomas poderão desembarcar, segundo a NOS.
Imagem de Wolfgang Vogt por Pixabay





