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Um em cada dez residentes nos Países Baixos maiores de 15 anos, sofreu discriminação no ano passado.
Isso equivale a 1,6 milhões de pessoas, comparável a 2021, informou o Instituto de Estatísticas (CBS). Racismo foi o mais comum, mas na lista encontramos desde homofobia, passando por preconceito sexual até à xenofobia.
Mais mulheres do que homens sofreram discriminação e mais jovens do que idosos. Homens e mulheres homossexuais foram com mais frequência alvos de discriminação, com 20% a dizer que a sofreram nos 12 meses anteriores. Imigrantes de segunda geração com raízes não europeias também são um dos alvos principais na discriminação (25%).
O racismo foi a forma de discriminação mais frequente sentida no ano passado. 4,2% da população neerlandesa maior de 15 anos sofreu discriminação com base na cor da pele. A discriminação com base na nacionalidade foi a segunda mais comum (3,6%), seguida pela discriminação com base no género (3,1%), idade (1,9%), religião (1,7%) e orientação sexual (1,0%).
A maioria das vítimas foi discriminada por pessoas aleatórias na rua (4,0%). Discriminação no trabalho (2,8%) e num estabelecimento comercial (2,6%) também foi relativamente comum, seguida por discriminação no transporte público (1,7%), numa saída social (1,6%) e ao procurar emprego (1,5%).
A experiência de discriminação tem um forte impacto de como as pessoas se sentem sobre si mesmas e sobre a sociedade. 28,3% sofrem de problemas emocionais ou de saúde mental resultantes da discriminação. Mais da metade (51,4%) disse que confia menos nas outras pessoas após sofrer discriminação. 21% sentem-se menos seguros. Também pode provocar depressão (14,9%), problemas para dormir (10,8%) e ansiedade ou ataques de pânico (8,5%) após serem alvo de discriminação.
Imagem de Maicon Fonseca Zanco por Pixabay






